

Da VivaTech ao Pré-Fórum do Futuro 2026: a Rede CSSC dá continuidade ao diálogo com as empresas em torno da diversidade cultural
Após uma etapa marcante na VivaTech 2026, onde as cofundadoras da Rede CSSC – Corporate Sustainability in Support of Culture, Lilian Richieri Hanania e Anne-Thida Norodom, tiveram a oportunidade de apresentar os trabalhos da Rede, sua metodologia e o Selo IDC – Inclusão e Diversidade pela Cultura a diversos representantes de empresas, essa dinâmica teve continuidade em 25 de junho de 2026, durante o Pré-Fórum do Futuro 2026, organizado pela Associação Les Apprentis de l’Espérance Génération Culture.
Nessa ocasião, as duas cofundadoras participaram da mesa redonda “Cultura, sustentabilidade e inovação tecnológica”, enquanto Sophie Tzitzichvili de Panaskhet, e Tidiane Dioh, membros da Rede CSSC, também estiveram presentes para discutir com os participantes e apresentar a abordagem multidisciplinar da Rede.
Ao lado de Sandra Gebara Boni (Diretora Jurídica e de Compliance) e de Tobia Ferraro (Mandu Social), as discussões ilustraram como a diversidade cultural pode se tornar um verdadeiro alavancador de transformação, inovação e sustentabilidade para as organizações.


A diversidade cultural nas estratégias empresariais
As discussões relembraram que a diversidade cultural não constitui apenas uma questão de responsabilidade social. Quando integrada à estratégia da empresa, ela promove a confiança, a cooperação, o engajamento dos colaboradores, a inovação e a criação de valor sustentável.
A Rede CSSC apresentou sua metodologia de avaliação, bem como o Selo IDC, que permitem às organizações estruturar, medir e valorizar seu compromisso com a diversidade cultural, tanto internamente (por exemplo, em matéria de governança, recrutamento, desenvolvimento profissional, direitos culturais, ambiente de trabalho) quanto externamente (por exemplo, em suas relações com as comunidades locais, parcerias, apoio aos setores culturais e criativos por meio de patrocínio financeiro ou de competências).
Políticas de diversidade que transformam as organizações
Por meio dos exemplos apresentados por Sandra Gebara Boni, as discussões demonstraram que as políticas de diversidade produzem resultados duradouros quando se baseiam em parcerias, na escuta dos públicos envolvidos e no compromisso da liderança.
Iniciativas como a cocriação de ferramentas com associações como a Black Sisters in Law, o mentorado e o desenvolvimento de programas que promovam o acesso a novas oportunidades profissionais demonstram que ações direcionadas podem transformar de forma duradoura a cultura de uma organização e fortalecer suas relações com seus colaboradores, seus clientes e todas as partes interessadas.
Além das medidas implementadas, as discussões também relembraram que a liderança constitui um fator determinante: a diversidade cultural e a inclusão produzem efeitos duradouros quando são levadas ao mais alto nível da organização e traduzidas em ações concretas.


A construção de cadeias de valor sustentáveis
A intervenção de Tobia Ferraro ilustrou outra dimensão essencial da sustentabilidade: a construção de cadeias de valor que reúnem empresas, cooperativas, governos locais, investidores, universidades e comunidades locais.
Por meio de um projeto de sociobioeconomia desenvolvido na Amazônia, ele demonstrou que as ferramentas digitais e a inteligência artificial podem contribuir para estruturar as cadeias de produção locais, reforçar sua viabilidade econômica e valorizar os conhecimentos e as expressões culturais das comunidades que são seus principais atores.
Essa abordagem relembra que o desempenho econômico, a preservação do meio ambiente e a valorização do patrimônio cultural podem se reforçar mutuamente quando os diferentes atores de um território constroem, em conjunto, modelos de desenvolvimento sustentável.
Esta mesa redonda destacou vários ensinamentos essenciais para as organizações:
- integrar a diversidade cultural em suas estratégias de sustentabilidade constitui um verdadeiro alavancador de inovação, coesão e desempenho;
- ações concretas, mesmo que progressivas, podem produzir transformações duradouras quando se inscrevem em uma abordagem coerente;
- as parcerias com atores culturais, associações, territórios e comunidades reforçam o impacto das empresas;
- as abordagens multissetoriais favorecem o surgimento de modelos econômicos mais inclusivos e sustentáveis;
- medir o comprometimento com a cultura permite gerenciá-lo melhor, valorizá-lo e identificar novas vias de progresso.
Essas trocas confirmaram uma convicção que orienta a ação da Rede CSSC: as organizações dispõem hoje de inúmeros meios para integrar a diversidade cultural às suas estratégias de sustentabilidade. No entanto, é necessário identificar boas práticas, estruturar uma abordagem adequada ao seu contexto e medir os progressos alcançados.
É precisamente nessa perspectiva que a Rede CSSC acompanha empresas por meio de sua abordagem multidisciplinar, de sua metodologia de avaliação e do Selo IDC, a fim de tornar a diversidade cultural um verdadeiro motor de inovação, cooperação e desenvolvimento sustentável.